O SOS - Sorria ou Sorria reúne colaboradores, vestidos de palhaços (ou palhaços que são doutores?) que buscam levar alegria à pacientes hospitalizados, por meio da música, entre outras coisas. O Era Sol o que me Faltava conversou com Fernanda Rosolem, ou a Dra. Figarofá, uma das integrantes do grupo. Confira:
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Coral Zíper na Boca, há 29 anos transformando pessoas
Renan de Almeida, 22, aluno do curso de química da Unicamp,
envolvido com música desde os 14 anos de idade, quando começou suas aulas de
violão e guitarra, conta que esse segmento sempre foi parte ativa de sua vida,
chegando até a montar bandas de garagem com seus amigos do colegial.
Ao ingressar na universidade, Renan precisou focar nas
atividades acadêmicas, então, a música passou a ser objeto secundário em sua
rotina criando um certo distanciamento. Com o tempo, o estudante notou que não
se sentia bem com essa situação, “essa distância estava me fazendo mal, a
música sempre foi personagem ativa em minha vida, estava sentindo muita falta,
chegava a sentir um vazio, como se faltasse algo em mim”. Foi então que Renan
decidiu entrar para o Coral da Unicamp, “Quando entrei para o Coral Zíper na
Boca, foi um reencontro. Me reencontrei com a música e me reencontrei comigo
mesmo”.
Renan descreve a música como parte essencial da sua vida, e
diz que a música aliada ao Coral Zíper na Boca o ensinou muito, “A música me
ensinou muitas coisas dentre elas, a questão de amar, amar a qualquer um e a
todos. E também a questão de respeitar as diferenças. A música ensina isso e o
canto coral principalmente, pois somos várias vozes que precisam soar como uma,
cada voz com a sua personalidade e peculiaridades”, afirma Renan que
finaliza dizendo que a música é o que dá sentido para a sua existência e que acredita
que todos os dias em algum lugar tem vidas sendo mudadas pela música, “Ela me
ensina a amar ao próximo e amar a si mesmo. A música tem o poder de mudar a
vida das pessoas e eu sei que é isso que ela faz todos os dias em algum lugar
alguém tem a vida sendo mudada pela música”.
Daniel Arturo Aguilar Erazo, 26 anos, é um Colombiano
residente no Brasil, bolsista no Grupo de Ultrassom no Instituto de Pesquisas
Eldorado vinculado a Unicamp, e também coralista do Zíper na Boca, considera a
música uma das coisas mais importantes em sua vida. Daniel conta que por morar
em outro país e estar longe de sua família e amigos, muitas vezes a saudade
“aperta muito” e é difícil continuar, mas ele se manter firme por estar fazendo
algo que gosta. “A música é o que me ajuda, o que me dá forças para continuar e
fazer as coisas cotidianas, além de ser uma coisa que eu gosto muito”, diz
Daniel, que ainda comenta sobre sua participação no coral Zíper na Boca, “O
coral deu a oportunidade de aprimorar capacidade de me expressar. Estar no
coral e poder transmitir a minha alegria para que outras pessoas fiquem
felizes, é algo maravilhoso!”.
Daniel Erazo finaliza falando sobre a
importância da música na vida das pessoas, “A música faz parte de muitas coisas
na vida, todas as pessoas ouvem música em qualquer momento do dia seja para
expressar algum estado de animo, ou se animar ou mesmo para passar o tempo. E
acredito que pessoas devem dar animo a outras pessoas e a música consegue fazer
isso. Com o Zíper na Boca eu posso realizar isso, além de estar sempre feliz”.
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| Coral Zíper na Boca, desde 1985 reúne alunos, professores e a comunidade (Foto Divulgação) |
Gabriela Rocha, 20, estudantes de Ciência Econômicas, também
integrante do coral da Unicamp, Zíper na Boca, conta que o canto coral faz
parte da sua vida desde os 8 anos de idade, o
coro foi uma das formas mais intensas fazê-la entender que sozinha pode
“não ser nada”, mas que a união resulta em força e capacidade, “Com o coral
aprendi a respeitar todos com em seus talentos e suas dificuldades, entendendo
que cada um tem sua característica única que, se bem direcionada, é capaz de
criar junto às outras vozes um grande som. Ou seja: todos são importantes,
todos são capazes de mudar o resultado final, todos são fundamentais dentro de
um grupo”.
Gabriela afirma perceber a cada dia a capacidade de
sublimação, de amenização da dor, do contato com o transcendente, da mais
profunda alegria, da maior euforia e grande facilidade de amar que a música
proporciona a quem está conectado a ela, “A música tem a grande e ímpar
capacidade de multiplicar nossos bons sentimentos”.
Gabriela finaliza respondendo o que a música mudou em sua
vida, “A música me ensinou a amar, a valorizar os momentos da vida, a respeitar
cada um na sua maneira de ser. E isso é a grande receita da felicidade! Sei que
tenho ainda um longo caminho a percorrer, mas com certeza, independentemente do
quanto demorar, estarei bem acompanhada!”.
O Coral
Zíper na Boca
O Coral Unicamp Zíper na Boca é constituído por alunos de
graduação e pós-graduação, funcionários e docentes das diversas áreas da
Universidade Estadual de Campinas, possui também integrantes da comunidade que
desejam participar do coral e está vinculado ao CIDDIC - Núcleo de Integração,
Documentação e Difusão Cultural.
Formado em setembro de 1985, com a proposta de reiniciar as
atividades do então extinto Coral Unicamp. Sempre sob a regência da maestrina
Dra. Vivian Nogueira, o grupo mantém um repertório diversificado e uma extensa
agenda de apresentações. Desde 1993 participa ativamente de festivais de coros,
tendo se apresentado em importantes eventos do Rio Grande do Sul, Santa
Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo,
Bahia, Sergipe, Goiás e Mato Grosso.
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Projeto Semear
A música foi, é, e sempre será
uma grande inspiração pra muita gente. Com Carlos Merce, não é diferente! Seu
envolvimento com a música começou aos 15 anos, dentro de uma igreja evangélica,
local em que tocava nos dias de cultos.
Sendo influenciado por músicos
profissionais e acreditando no dom que Deus tinha lhe dado, Merce começou a se
dedicar e aprimorar seu talento. Com o passar do tempo foram surgindo ótimas
oportunidades em sua vida, como tocar em aberturas de shows de grandes ícones
da música gospel. Apesar dessas oportunidades, Merce enfrentou muitas barreiras
para se tornar músico, inclusive a falta de apoio de seus familiares.
Hoje aos 33 anos, Merce criou
o projeto Semear, na igreja em que frequenta. Segundo o músico, o projeto foi criado pela
vontade de compartilhar o dom que Deus lhe entregou, e principalmente pela
dificuldade de se formar músicos devido à falta de condições ou acesso aos
instrumentos.
O Projeto Semear conta com
cinco alunos que aprendem prática e teoria. As aulas são gratuitas e
ministradas aos sábados, das 9 às 11h da manhã. Embora ela seja concedida
dentro da igreja, o projeto é aberto a toda comunidade.O aluno
Victor Gabriel contou a importância da aula para ele: “Eu sempre fui ligado à
música, mas nunca tive interesse em aprender, pois acha que não levava jeito para
tocar um instrumento. Quando eu vi que teria esse projeto na igreja, resolvi
participar, desde então, não perco uma aula e percebi que a gente não precisa
levar jeito e sim ter força de vontade. A música é muito importante nas nossas
vidas e fico feliz em agora, saber tocar um instrumento.”
Já para o professor, é muito
gratificante poder ensinar para as pessoas aquilo que ele sabe. “Música é
cultura, independente de estilos musicais, a música ela mexe com o estado de
espírito do ser humano, ela relaxa, motiva e conforta.” Explica.
Este é o primeiro ano do
Projeto Semear e para Merce, o resultado tem sido positivo. Ele espera que no próximo
ano mais alunos se inscrevam que e a turma fique cada vez maior. As inscrições começam
a partir de fevereiro e é feita na própria igreja.
Se interessou? Conheça o projeto e inscreva-se na próxima turma!
Quadrangular Monte Líbano – R: Caieiras, 548
Quadrangular Monte Líbano – R: Caieiras, 548
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Vivendo de música: 15 anos lecionando “o sol que faltava” às pessoas
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| Professor dá aulas há 15 anos (Foto e texto: Joel Horácio) |
Vinícius Henrique Ferreira, 32,
dá aulas desde os 17. A música é uma paixão que descobriu cedo, aos 10, e logo
começou a estudar. Teve como seu primeiro instrumento o violão clássico,
cursando aulas promovidas gratuitamente pela prefeitura de Piracicaba, com
duração de dois anos. Após o período, Vinícius ingressou em uma escola
particular para continuar com o violão: foi aí que conheceu o violoncelo.
Estudou os dois juntos, inicialmente fazendo gratuitamente aula de violoncelo
com uma conhecida.
Tempos depois, conseguiu uma
bolsa de estudos em uma escola de música piracicabana e seguidamente conseguiu
entrar no Conservatório de Tatuí. Além disso, estudou composição na Unicamp
(Campinas) e concluiu o curso de licenciatura na área na mesma instituição.
“Quando eu era moleque, tive a
ideia de divulgar nos condomínios e prédios da cidade minhas aulas a preço
acessível e aí formei turmas, as quais tinham aula comigo nos salões dos
próprios condomínios”, comenta o professor. Atualmente Vinícius Ferreira
ministra aulas em dois projetos da prefeitura de Limeira: a Escola Livre de
Música e no centro comunitário Morro Branco. Também é professor na escola de
música Villa Jazz e dá aulas particulares.
Em se tratando de ex-alunos, o
experiente professor conta que houve vários que tiveram melhora na postura e no
pensamento não só na música, mas para a vida. “Tive alunos que mal sabiam ler
quando entraram no [projeto] Guri. Hoje prestam vestibulares, ganham bolsas,
entram em Tatuí, Unicamp. É um trabalho que ia muito além da música.
Estimulávamos a leitura e o estudo. Diria que 50% dos alunos que entraram lá
tiveram uma grande mudança de mentalidade. Também tenho ex-alunos que tocam
profissionalmente, que já montaram suas bandas para tocar em casamentos, ganhar
seu dinheiro”, finaliza.
sábado, 8 de novembro de 2014
Música mudando vidas.
Ah, a música! Quem não gosta de música? Seja qual for o
estilo, sertanejo, pop, clássica, rock, pagode, axé, mpb....todo mundo gosta de
um desses estilos, ou de mais de um. A música tem poder de aproximar pessoas,
de unir diferentes classes e porque não dizer que a música pode mudar vidas?
“Era Sol O Que Me
Faltava” é uma iniciativa dos alunos: Andressa Rosa, Joel Felipe, Thiago Peres
e Vanessa Zumstein, estudantes do 4º semestre de Jornalismo da Universidade
Metodista de Piracicaba (UNIMEP), orientados pelo Professor Paulo Roberto Botão. Aqui serão expostas matérias e vídeos com o
intuito de mostrar que a música pode ser usada como objeto para promoção da
cidadania e da inclusão social, mostrando pessoas que tiveram suas vidas
transformadas pela música, seja ela qual for.
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